
O Que Será de Mim
Ismael Silva
A malandragem como resistência em “O Que Será de Mim”
"O Que Será de Mim", de Ismael Silva, retrata com ironia e leveza a valorização da malandragem como resposta às dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores urbanos do Rio de Janeiro nos anos 1930. No verso “Pois vivo na malandragem / E vida melhor não há”, o protagonista deixa claro que prefere a boemia e a esperteza ao trabalho formal, enxergando esse estilo de vida como mais vantajoso diante do contexto de trabalho duro e pouco reconhecido da época. Para muitos, a malandragem era uma forma de resistência cultural e uma alternativa diante da precariedade e da falta de reconhecimento social.
A letra também expressa orgulho e autoconfiança, como em “Minha malandragem é fina / Não desfazendo ninguém”, mostrando que o personagem se considera habilidoso e ético, sem precisar prejudicar os outros para se dar bem. Ao citar Chico Viola (Francisco Alves) e Mário (Mário Reis), Ismael Silva faz referência a grandes nomes do samba, reforçando o sentimento de pertencimento ao universo boêmio e artístico. Por fim, versos como “O trabalho não é bom / Ninguém pode duvidar / Oi, trabalhar só obrigado / Por gosto ninguém vai lá” sintetizam a crítica social da música: o trabalho é visto como obrigação, não como escolha, e a malandragem aparece como uma alternativa desejada e admirada naquele contexto.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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