zezé
isotopxs
Conflitos internos e ancestralidade em “zezé” da isotopxs
A música “zezé”, da isotopxs, explora a tensão entre o desejo de reviver uma relação e a dificuldade de lidar com o passado. Logo no início, o verso “Tudo o que eu queria era te ver girar de novo” expressa uma saudade profunda de momentos compartilhados. Em seguida, a frase “eu não te olho mais no olho / Do jeito que a gente se olhava no passado” evidencia o distanciamento emocional e a mudança na dinâmica da relação. O pedido de desculpas presente na letra reforça o tom sincero e introspectivo, alinhando-se à proposta do álbum de tratar sentimentos de forma direta e sem filtros.
A música utiliza metáforas de guerra para ilustrar conflitos internos, como em “É que a guerra, o ódio e a mágoa me mudaram / As trincheiras da mente não são fáceis de lidar”. Esses versos mostram como experiências negativas moldam a identidade e criam barreiras emocionais. A menção ao “orgulho, não tristeza” sugere que as mudanças também vêm de uma postura defensiva diante da vida. O verso “um dia eu volto pro morro” pode ser interpretado tanto como um retorno físico ao local de origem quanto como uma reconexão com as próprias raízes. Ao citar “filho de Bará”, a letra faz referência a Exu Bará das religiões afro-brasileiras, símbolo de proteção e abertura de caminhos, indicando uma força ancestral que sustenta o narrador. O estilo musical da banda, que mistura funk proibidão e nu metal, reforça a mensagem de resistência e transformação, conectando a letra à diversidade e à energia das periferias brasileiras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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