Só Mais Uma Canção
Ítalo Luiz
“Só Mais Uma Canção”: luto que vira compromisso e legado
Em “Só Mais Uma Canção”, de Ítalo Luiz, a despedida vira promessa. Pedir “só mais uma canção” se torna compromisso de manter a voz do amigo viva. A invocação direta de “Andrés” dá rosto ao luto e ajuda a entender por que o refrão repete “Não acabou!”: não é negação, é voto de continuidade. A letra começa pela falta concreta — “Resta o silêncio” — e pelo desejo de ouvir “a sua voz”. O vocabulário de palco, como “só mais um bis”, traduz o impulso de esticar o show da vida por um instante. Versos como “Você sonhou cada nota / Mas se esqueceu de acordar” sugerem alguém tão imerso na própria arte que a morte aparece como um não-despertar. Daí o pedido por “um sinal”: dor e saudade procuram qualquer prova de presença.
A virada vem quando o narrador assume uma missão pública: “A sua música ainda vive / E todos têm que conhecer” e “Tenho que cantar até o medo se render”. Cantar vira ferramenta de memória e antídoto para o medo, trocando o vazio pela ação. “A derradeira canção” funciona como paradoxo: marca o fim biográfico do homenageado e inaugura o trabalho de divulgar e cuidar do que ficou. Imagens como “Eu guardo na mão o seu coração / Sua última canção” condensam afeto e responsabilidade — levar o coração é carregar a obra e o amor de quem partiu. Assim, luto e coragem caminham juntos: há dor e apelo por “um sinal”, mas também esperança e a certeza prática de que “Não acabou!” enquanto alguém seguir cantando por ele.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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