
O Emigrante
Ivan Alekxei
Desabafo e crítica social em "O Emigrante" de Ivan Alekxei
Em "O Emigrante", Ivan Alekxei faz uma crítica direta à forma como o sistema musical e a sociedade angolana tratam seus artistas. A repetição do verso "mataram o artista" evidencia o sentimento de desvalorização e descarte daqueles que contribuem para a cultura, mas acabam sendo esquecidos. O artista compartilha sua experiência pessoal ao mencionar o esforço dedicado à carreira — "muitas letras, muitos coros, tantas actuações" — e a frustração de ser iludido por promessas vazias e pressionado a manter uma imagem de sucesso, como mostra o trecho "me fizeram comprar carros caros, me fizeram comprar joias raras, me fizeram viver de aparências sem sequer medir as consequências".
O tom confessional da música se intensifica quando Ivan Alekxei pede para se despedir "com honra" e afirma que "o povo sabe que não minto", reforçando sua honestidade diante das dificuldades. Ele critica abertamente as gravadoras e empresários, referidos como "produtoras de macuto que cavam sepulturas para enterrar os seus artistas", apontando para a exploração e o abandono de talentos. Ao mencionar um "universo de harmonia onde quem faz a arte não pressente o mal", o artista contrasta o ideal artístico com a dura realidade do meio musical angolano. "O Emigrante" é, assim, um retrato sincero das frustrações de quem se recusa a perder sua essência, mesmo diante da rejeição e do abandono.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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