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Letra

    Nestes dias assim quando só cabe em mim um resto de ilusão
    A lembrança se solta, corre abre a porta do antigo galpão
    Entre meio a poeira, uma vida inteira de recordação
    Ferramentas usadas em cada empreitada no que era o sertão
    Uma enxada, um machado, uma foice sem cabo, também um facão
    Na parede encostado, todo empoeirado, está o arado que cortava o chão

    Um rastelo, um serrote que quase sem corte, nada serra não
    E já bem desgastado, agora jogado o que foi um enxadão
    Torrador de café, um moinho e até a trempe do fogão
    Também abandonada, toda enferrujada perto do pilão
    Tanto tempo depois, o resto do que foi plantadeira de mão
    Ironia da vida, plantava comida, hoje colhe esquecida só a corrosão

    Bem ali pendurada e toda ressecada a tralha do burrão
    Que foi forte na roça, puxando a carroça em cada estradão
    Apagado em saudades quem foi claridade na escuridão
    Parecendo em apuros com medo do escuro, o velho lampião
    Nestes dias assim quando só cabe em mim um resto de ilusão
    Com os olhos molhados reviro o passado que trago guardado meu peito é o galpão


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