
Ladrão De Terra
Jacó e Jacozinho
Injustiça e resistência rural em "Ladrão De Terra"
"Ladrão De Terra", de Jacó e Jacozinho, retrata de forma direta a indignação de um camponês diante da grilagem, prática em que grandes fazendeiros tomam terras de pequenos agricultores no Brasil. A letra destaca a perda sofrida por famílias humildes, como no trecho: “Meu pai tinha falecido na carta vinha dizendo / As terras que ele deixou minha mãe acabou perdendo / Para um grande fazendeiro que abusava dos pequeno”. Esse relato evidencia não só a perda material, mas também a violência simbólica enfrentada por quem vive no campo, tornando a música marcante entre movimentos de reforma agrária e lutas camponesas.
A canção também denuncia a conivência das instituições locais com os poderosos, como mostra: “Porque o dono do cartório protegia os embrulhão / Me falou que o fazendeiro / Tinha rios de dinheiro / Pra gastar nesta questão”. Sem acesso à justiça, o protagonista recorre à resistência armada: “Meu dinheiro é dois revólveres e bala no cinturão”, expressando o desespero dos pequenos produtores. O refrão “Negar terra pros caboclo / É negar pão pros nossos filhos / Tirar a terra dos caboclo / É tirar o Brasil dos trilho” resume a crítica social, ligando a luta pela terra à sobrevivência e ao futuro do país. A metáfora “Os arame são de bala / E os mourão de carabina” reforça que, diante da injustiça, a defesa da terra vira questão de honra e sobrevivência, transformando o campo em um espaço de resistência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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