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Ironia e crítica social em "Dialogue" de Jacqueline Fortes

Em "Dialogue", Jacqueline Fortes utiliza a ironia para abordar a infidelidade e a pressão social enfrentada por mulheres em Cabo Verde. O verso repetido “Mi N ka tê es prubléma, nha maride é izenplar” (“Eu não tenho esse problema, meu marido é exemplar”) contrasta com os relatos de traição e mentiras do marido ao longo da música. A letra expõe, de forma quase sarcástica, a rotina de desconfiança e as desculpas frequentes do marido, como quando ele afirma que “se skulpa é so trabói” (a desculpa é sempre o trabalho). A narradora ainda cita lugares como o Kafe Royal e a Rua di Lisboa, conhecidos pontos de encontro social em Cabo Verde, sugerindo onde o marido costuma se encontrar com outras pessoas.

A canção retrata o cotidiano de quem convive com a infidelidade, mas também faz uma crítica social ao mostrar como esse comportamento masculino é tratado como algo normal, evidenciado no trecho “krizi universal pa es tude é normal” (“essa crise universal para eles todos é normal”). O refrão, que exalta o marido exemplar, funciona como uma tentativa de manter as aparências e lidar com a pressão social. A mistura de estilos tradicionais cabo-verdianos, como Morna e Funaná, reforça o tom de desabafo e resignação. A produção de Manu Lima e a homenagem de Branca Celeste ressaltam a importância cultural e emocional da música.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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