Música Chata
Jaime Dutra
Ironia e crítica social em "Música Chata" de Jaime Dutra
Em "Música Chata", Jaime Dutra utiliza a ironia para abordar as frustrações do cotidiano. O narrador enumera insatisfações comuns, como problemas no transporte público, corrupção e a repetição de comportamentos e notícias. Ao mencionar o desejo de "comer caviar" e "escargot" — símbolos de luxo e status —, mesmo que "nem que seja pra depois não gostar", a letra expõe tanto a vontade de reconhecimento social quanto uma crítica ao valor superficial desses símbolos. O incômodo central não está apenas na ausência de luxo, mas na falta de valorização pessoal e dignidade.
A música faz críticas diretas à sociedade, como no trecho "cansei de fabricar bandidos / legitimados pra roubar", que denuncia a impunidade e a normalização de práticas ilícitas. Já "cansei de artista decadente / cansei do jabá que eles pagam" revela o descontentamento com a indústria cultural e seus vícios. O refrão, ao repetir o desejo por iguarias caras, funciona como um escape irônico diante da monotonia e das injustiças, reforçando o tom de sátira.
No final, a repetição de "cansei dessa música chata" traz uma camada metalinguística: o próprio ato de reclamar e repetir temas se torna alvo de crítica. Assim, "Música Chata" transforma o desabafo em uma reflexão bem-humorada sobre o tédio, a busca por valor e a insatisfação com a rotina e a sociedade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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