
Migração
Jair Rodrigues
Desafios e esperança do migrante em "Migração" de Jair Rodrigues
A música "Migração", de Jair Rodrigues, retrata de forma clara e sensível a trajetória do migrante nordestino que deixa o sertão em busca de uma vida melhor na cidade grande. O verso “Simbora ele vai, outra vez pro sertão” destaca o ciclo repetitivo de ida e volta, mostrando tanto a frustração diante das promessas urbanas não cumpridas quanto a força do vínculo com as raízes. A letra narra a perda de tudo no sertão – “ser filho, gado, cachorro e a mulher” – e a esperança de recomeço, que acaba sendo frustrada pela realidade dura da cidade, marcada por adversidade, orgulho e vaidade. Esses elementos reforçam o sentimento de exclusão social e não pertencimento, refletindo o êxodo rural brasileiro.
A participação de Dominguinhos, com sua sanfona, reforça a ligação com o universo nordestino e traz autenticidade à canção. Imagens como “estrada seca” e “boia vai fria, num baião de dois” ilustram a escassez e as dificuldades enfrentadas, mas também a persistência da esperança – “a fé sempre prosperou na esperança ao menos de algum caminhão”. O retorno ao sertão, mesmo diante das dificuldades, mostra que o apego à terra natal é mais forte do que as ilusões da cidade. O refrão instrumental e os versos finais, com seus “laiá, alaiá”, trazem leveza e um tom de resignação, equilibrando denúncia social e celebração da resistência popular.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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