
Macunaima
Jamelão
A multiplicidade de identidades em “Macunaima” de Jamelão
A música “Macunaima”, interpretada por Jamelão, explora a complexidade do personagem criado por Mário de Andrade ao apresentá-lo como “índio branco catimbeiro, negro sonso feiticeiro”. Essa descrição ressalta a mistura de raças, culturas e contradições que formam a identidade brasileira, refletindo o papel simbólico de Macunaíma no romance de 1928. A letra utiliza elementos do folclore nacional, como Cy (a mãe do mato), o uirapuru e o Negrinho do Pastoreio, para construir uma narrativa que une mito, magia e crítica social, reforçando a atmosfera de encantamento e ambiguidade moral do personagem.
A trajetória de Macunaíma na música acompanha momentos centrais do romance: o recebimento do talismã (muiraquitã) de Cy, sua perda, a busca pelo objeto e o desfecho em que ele “vai morar no infinito e virar constelação”. Esse ciclo de perda, busca e transcendência reforça o tom mítico da obra original, mostrando um herói ao mesmo tempo astuto e ingênuo, marcado por bênçãos e maldições. A menção ao “gigante” derrotado e à transformação em estrela destaca como Macunaíma, apesar de suas falhas, se torna um mito eterno e símbolo da identidade nacional. A interpretação expressiva de Jamelão valoriza o tom narrativo e folclórico da canção, tornando a saga de Macunaíma ainda mais próxima do público.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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