Benzedura
Janaína Maia
Tradição e resistência cultural em "Benzedura" de Janaína Maia
"Benzedura", de Janaína Maia, aborda de forma clara e nostálgica a importância das práticas de cura tradicionais em comunidades rurais do sul do Brasil. A música destaca elementos típicos dos rituais das benzedeiras, como "brasa, prece e tesoura", e menciona o tratamento do "sapinho" (candidíase oral em crianças), mostrando como esses saberes populares preenchem lacunas deixadas pela medicina convencional. O trecho "O que é que eu corto, sapo brabo? / Te corto a cabeça e te corto o rabo!" exemplifica o diálogo simbólico presente nos rituais, enquanto a referência ao segredo entre as benzedeiras reforça a ideia de que o mistério e a transmissão oral são fundamentais para a eficácia e a preservação dessas práticas.
A canção também expressa preocupação com o desaparecimento dessas tradições, especialmente quando questiona: "Quem vai benzer no futuro / As crianças ao nascer? / Quem benzia está indo embora / E o novo não quer aprender". Janaína Maia lamenta a falta de interesse das novas gerações em aprender a benzedura, alertando para o risco de perder não apenas um método de cura, mas também um gesto de solidariedade e um importante elo comunitário. Ao valorizar a sabedoria popular e a simplicidade do interior, a música ressalta que a benzedura é um patrimônio cultural e afetivo, cuja extinção representaria uma perda significativa para a identidade e as relações locais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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