
Coração Bifurcado
Jards Macalé
Dualidade e escolhas em "Coração Bifurcado" de Jards Macalé
Em "Coração Bifurcado", Jards Macalé explora a dor e o conflito de um coração dividido entre dois amores. O verso repetido “Um amor faz sofrer / Dois amô faz chorar” faz referência direta a uma cantiga de Pombagira, conectando a música às religiões de matriz africana, como a umbanda. Essa ligação se aprofunda ao evocar figuras como Zé Pelintra e o simbolismo das encruzilhadas, que representam escolhas difíceis e caminhos cruzados na vida urbana. O "coração bifurcado" funciona tanto como um retrato do sofrimento amoroso quanto como metáfora para momentos de indecisão e incerteza, reforçada por imagens como “dado chumbado” e “carta marcada”, que sugerem destino manipulado e sorte duvidosa.
A canção também mergulha na atmosfera intensa das ruas, trazendo versos como “No fio da navalha / No som da rua / Joga o sorriso / O fogo santo / A pele nua”. Aqui, o amor é vivido no limite, entre prazer e perigo, sagrado e profano, refletindo a dualidade central da letra. Elementos como o samba duro, a rasteira e o perfume da noite remetem à vida noturna e à imprevisibilidade dos encontros. O trecho “sereno da noite / Morrendo e esperando que o dia reluza” expressa a esperança de superação após o sofrimento. Composta em um período de transição política no Brasil, a música também sugere que o amor pode ser uma força de união em tempos de divisão, transformando o drama pessoal em uma metáfora para os desafios coletivos do país.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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