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Estatutos da Gafieira

Jards Macalé

Crítica bem-humorada às regras em "Estatutos da Gafieira"

"Estatutos da Gafieira", interpretada por Jards Macalé e composta por Billy Blanco, faz uma sátira às normas rígidas das antigas gafieiras, espaços tradicionais de samba e dança popular. A música transforma regras sociais em motivo de piada, usando um tom irônico para criticar o moralismo e a formalidade desses ambientes. Ao listar proibições exageradas, como "subir nas paredes", "dançar de pé pro ar" e "abusar da umbigada de maneira folgazã", a letra evidencia o contraste entre a espontaneidade do povo e a tentativa de impor ordem em um local essencialmente festivo.

O refrão "Moço, olha o vexame / O ambiente exige respeito / Pelos estatutos da nossa gafieira" reforça o tom descontraído e irônico, mostrando que as regras são levadas a sério apenas na aparência. O fictício artigo 120, que detalha punições para quem "morar na bebida sem querer pagar" ou "prejudicar hoje o bom crioulo de amanhã", é um exemplo claro da sátira, ironizando tanto os frequentadores quanto os próprios regulamentos. As ameaças de ser "devidamente censurado" ou "ir pras mãos do delegado" funcionam mais como piadas do que advertências reais, ressaltando que a gafieira, apesar das tentativas de controle, é um espaço de liberdade e improviso. A escolha de Macalé por essa faixa em um álbum voltado à vanguarda artística reforça a crítica às normas e celebra a irreverência.

Composição: Billy Blanco. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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