
Longo Caminho do Sol
Jards Macalé
Reflexão sobre dor e resistência em “Longo Caminho do Sol”
Em “Longo Caminho do Sol”, Jards Macalé utiliza o coro da Velha Guarda da Nenê de Vila Matilde para criar um contraste entre a leveza do samba e a densidade da letra. O verso “Hoje eu quis queimar / Mas não queimei / A brasa quente, amor / Eu mastiguei” traz à tona a ideia de dor intensa, mas também de sobrevivência, como se o eu lírico enfrentasse o sofrimento de forma quase ritualística. Essa mistura de morbidez e beleza é característica da poética de Macalé e dialoga com o universo do samba paulistano, onde alegria e tristeza caminham juntas.
A atmosfera da música ganha contornos apocalípticos com versos como “Hoje, os animais / Queimam no céu / Tudo que eu vi era um Sol / E tudo que havia era um Sol / Tudo fervia num mar de larvas”. O Sol, nesse contexto, pode ser interpretado tanto como fonte de vida quanto como símbolo de destruição, sugerindo uma referência indireta à bomba H e à ameaça nuclear. O refrão “Longo caminho do Sol / Breve o caminho do chão / E o fogo do fogo dos suicidas” reforça a sensação de que a existência é marcada por intensidade, risco e finitude. Ao unir o canto coletivo do samba à ironia e à reflexão sobre a morte, Macalé constrói uma canção que celebra a resistência diante das adversidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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