
O Crime
Jards Macalé
Imagens de perda e desilusão em "O Crime" de Jards Macalé
Em "O Crime", Jards Macalé constrói uma narrativa marcada por imagens fortes, como "um quadro em chamas" e "uma flor apunhalada", que simbolizam a destruição de um amor idealizado. A música traz um tom de luto e nostalgia, reforçado por expressões como "romântico antiquado" e a repetição de "tão delicado", sugerindo que o sentimento pertence a um passado ingênuo e agora se desfaz de forma dolorosa. O contexto do álbum, lançado durante a censura e a efervescência criativa da Tropicália, amplia o significado da canção, que pode ser vista não só como um lamento amoroso, mas também como um reflexo das perdas e rupturas de uma época marcada por mudanças profundas.
A parceria entre Jards Macalé e Capinam se destaca pelo uso de imagens intensas e ambíguas. O "quadro do crime" pode ser interpretado tanto como a cena simbólica do fim de um amor quanto como uma crítica à idealização romântica, que não resiste à realidade. O verso "só tenho pena de minha esperança / que não me ama" revela uma resignação amarga, onde até a esperança se torna distante, acentuando o tom melancólico da música. Dessa forma, "O Crime" vai além da desilusão amorosa e se transforma em um retrato sensível das dores e incertezas de um tempo de transição.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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