Tradução gerada automaticamente

Le Silence En Classe

Jarod Asuos

Letra

O Silêncio na Sala de Aula

Le Silence En Classe

A gente nem conversouOn n’a même pas parlé
Mas na sala, a gente tava lá: Duas fileiras lado a ladoMais en classe, on était là: Deux rangées côte à côte
Com aquelas mesas de madeira que rangiam quando a gente se mexia demaisAvec ces vieux bureaux en bois qui grinçaient quand on bouge trop
Teus cabelos loiros escorregavam pelo teu ombro como um raio discretoTes cheveux blonds glissaient sur ton épaule comme un rayon discret
Teus olhos azuis às vezes buscavam os meus, sem nunca durar muitoTes yeux bleus cherchaient parfois les miens, sans jamais trop durer
Teu sorriso tímido, aquele que se esconde quando a gente não tem coragemTon sourire timide, celui qui s’cache quand on n’ose pas
Eu via ele brilhar por nada, e isso já era o suficiente pra mimJe l’voyais briller d’un rien, et ça suffisait pour moi
Um dia, eu ouvi a professora — sem que ela me visse, eu achoUn jour, j’ai entendu la maîtresse — sans qu’elle m’voie, je crois
Dizer baixinho: Ah, como ele é bonito, e meu coração ficou em chamasDire tout bas: Ah, qu’est‑ce qu’il est beau, et mon cœur s’est mis en émoi
Então eu fingia que tava escrevendo, que era comportado, que tava certoAlors j’faisais semblant d’écrire, d’être sage, d’être droit
Mas eu ainda me lembro: Você tava lá, e eu vivia por issoMais j’me souviens encore: T’étais là, et j’vivais pour ça

O silêncio na sala de aulaLe silence en classe
Era você, éramos nós, sem uma palavra, sem ousadiaC’était toi, c’était nous, sans un mot, sans audace
A gente nem conversouOn n’a même pas parlé
E olha o que isso me faz, anos depois, em segredoEt regarde ce qu’ça m’fait, des années plus tard, en secret
Lá, lá, lá, lá, lá, láLa, la, la, la, la, la
Eu ainda guardo teu brilhoJ’garde encore ton éclat
Lá, lá, lá, lá, lá, láLa, la, la, la, la, la
Como uma criança que não diz nadaComme un gosse qui n’dit pas

E então o pátio: A corda, as bolinhas, os gritosEt puis la cour: La corde, les billes, les cris
Os joelhos ralados, os agasalhos apertadosLes genoux écorchés, les survêts trop petits
Mas a verdadeira diversão era o queimadaMais le vrai truc, c’était le ballon prisonnier
Quando todo mundo tá dentro, e a gente continua jogandoQuand tout l’monde est dedans, et qu’on reste à jouer
Você que desvia, teus olhos azuis brilhando quando você correToi qui esquives, tes yeux bleus qui brillent quand tu cours
Eu que miro ao lado, só pra prolongar o diaMoi qui vise à côté, juste pour rallonger le jour
E às vezes, pra falar comigo, você passava pelas suas amigasEt parfois, pour m’parler, tu passais par tes copines
Como se não tivesse coragem de cruzar a linhaComme si t’osais pas franchir la ligne
Ela perguntou se podia jogar com vocêElle a demandé si elle peut jouer avec toi
E eu dizia sim, como se fosse uma conquista, como uma vitóriaEt moi j’disais oui, comme un exploit, comme une victoire
A bola volta, os prisioneiros a devolvemLa balle repart, les prisonniers la renvoient
E eu vejo teu fôlego dançar, só pra mimEt j’vois ton souffle danser, juste pour moi
Como se você tivesse entendido que eu não queria que isso acabasseComme si t’avais compris que j’voulais pas qu’ça s’arrête
Que esse momento suspenso virasse um amuletoQue ce moment suspendu devienne une amulette

O silêncio na sala de aulaLe silence en classe
Era você, éramos nós, sem uma palavra, sem ousadiaC’était toi, c’était nous, sans un mot, sans audace
A gente nem conversouOn n’a même pas parlé
E olha o que isso me faz, anos depois, em segredoEt regarde ce qu’ça m’fait, des années plus tard, en secret
Lá, lá, lá, lá, lá, láLa, la, la, la, la, la
Eu ainda guardo teu brilhoJ’garde encore ton éclat
Lá, lá, lá, lá, lá, láLa, la, la, la, la, la
Como uma criança que não diz nadaComme un gosse qui n’dit pas

Eu sei que a gente nunca disse mais uma palavraJ’sais bien qu’on n’a jamais dit un mot d’plus
Nada de você é linda, nada de eu te amo, nada de estranhoPas d’ t’es belle, pas d’j’t’aime, rien d’incongru
Só um fio invisível entre duas fileirasJuste un fil invisible entre deux rangées
Que a gente puxava em silêncio, que nunca nomeamosQu’on tirait sans bruit, qu’on n’a jamais nommé
E agora a noite se estica, eu não consigo dormir maisEt maintenant la nuit s’étire, j’ne dors plus
Me pergunto onde você tá, o que você se tornouJ’me demande où t’es, ce que t’es devenue
Você cresceu, esqueceu do corredorT’as grandi, t’as oublié le couloir
E eu ainda guardo tua sombra na minha memóriaEt moi j’garde encore ton ombre dans ma mémoire

Eu tô aqui, com meu caderno amareladoJ’suis là, avec mon cahier jauni
As páginas que ainda cheiram a giz de antigamente, eu juro que é assimLes pages qui sentent encore la craie d’autrefois, j’te jure que c’est ainsi
Reviver a sala, o pátio, nossos silêncios abençoadosÀ revivre la classe, la cour, nos silences bénis
Porque eu ainda sou um pouco teuParce que j’suis encore un peu à toi
E você nunca soube que eu te observava, eu achoEt toi, t’as jamais su que j’te regardais, je crois
A gente nem conversouOn n’a même pas parlé
E eu tô feliz mesmo assimEt j’suis heureux pourtant
Como uma criança que guarda um segredo muito grandeComme un gosse qui garde un secret trop grand


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