
Cemitério de Campanha
Jayme Caetano Braun
Igualdade e memória em “Cemitério de Campanha” de Jayme Caetano Braun
Em “Cemitério de Campanha”, Jayme Caetano Braun aborda como a morte elimina as diferenças sociais presentes na vida rural do Rio Grande do Sul. O contraste entre “a cruz falquejada” e “a tumba marmorizada” mostra que, apesar das distinções de riqueza e status em vida, todos acabam “diluídos no mesmo pó”. Essa ideia reflete o olhar do autor sobre a cultura campeira e a igualdade diante da morte, tema recorrente em sua obra, como no livro “Potreiro de Guaxos”.
Braun utiliza imagens do cotidiano do campo, como “rebanho negro de cruzes” e “cruzes de aspecto feio”, para criar uma atmosfera melancólica e contemplativa. O cemitério é retratado como um lugar carregado de memória, com “um cheiro de passado / Que foi e não volta mais”. O respeito aos antepassados aparece no gesto de “rezar primeiro / Junto a cruz sem inscrição”, homenageando os “gaúchos sem nome / Que domaram este chão”. No final, o narrador expressa a preocupação com o esquecimento após a morte, questionando se alguém lembrará dele. Assim, Braun valoriza a tradição e a memória, ao mesmo tempo em que destaca a insignificância das diferenças materiais diante do destino comum a todos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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