
Payada do Ano Novo
Jayme Caetano Braun
Tradição e esperança rural em “Payada do Ano Novo”
Em “Payada do Ano Novo”, Jayme Caetano Braun utiliza a imagem do "ano novo parido" como um potrilho recém-nascido, "ainda não tem apelido porque é meio bagualão", para retratar a passagem do tempo sob uma perspectiva campeira. O novo ano é comparado a um animal jovem, desconfiado e cheio de energia, pronto para enfrentar os desafios do campo. Essa metáfora, típica da tradição gaúcha, aproxima o ciclo do tempo à vida rural, mostrando que, para o povo do interior, o ano novo representa um recomeço marcado por esperança, trabalho e rituais próprios, como a vigília dos peões e o "berro de touro" que anuncia a chegada do novo tempo.
A letra valoriza as raízes e a cultura do Rio Grande do Sul, evidenciadas quando o autor menciona sua terra natal, São Luiz, e faz referência ao costume de enterrar o umbigo na raiz de uma figueira, simbolizando o vínculo com a terra. Braun também destaca a diferença entre o réveillon urbano e a celebração campeira, onde o som do vento e o cheiro do pasto substituem os fogos e festas da cidade. No final, ele expressa o desejo de que o novo ano traga "amor da paz e o bom senso", reconhecendo que, mesmo sendo um sonho, a esperança é o que mantém viva a alma do povo simples do campo. A música se torna, assim, um retrato fiel da identidade gaúcha, celebrando tradição, família e a ligação profunda com a terra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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