
Negrinho do Pastoreio
Jayme Caetano Braun
Resistência e memória em “Negrinho do Pastoreio” de Jayme Caetano Braun
A música “Negrinho do Pastoreio”, de Jayme Caetano Braun, apresenta o Negrinho como um símbolo de resistência e memória coletiva do povo gaúcho. No trecho “O teu vulto esguio, bombeia, / Como Deus de rito estranho, / A gauchada de antanho / Que se perdeu na peleia!”, Braun associa o Negrinho à ancestralidade e às lutas históricas do Rio Grande do Sul, destacando seu papel como guardião das tradições e das dores do passado. A letra resgata o contexto da lenda, em que o Negrinho é injustamente martirizado e, depois, ligado a milagres, para mostrar não só a injustiça sofrida, mas também a fé e a esperança que ele inspira no povo.
Braun utiliza referências regionais e históricas, como Sepé Tiaraju e o “velho pendão farrapo”, para inserir o Negrinho em uma narrativa maior de resistência e construção da identidade gaúcha. Ao afirmar “O meu peito de índio vago / Também sofreu igual sorte, / E hoje vagueia, sem norte, / Deste formigueiro grande / Onde costumes malditos / Tentam matar aos pouquitos / As tradições do RIO GRANDE!”, o autor faz um paralelo entre o sofrimento do Negrinho e o apagamento cultural vivido pelos gaúchos. Assim, a música vai além de recontar a lenda: transforma-a em um manifesto sobre a importância de preservar a memória e a cultura regional diante das adversidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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