
Amargo
Jayme Caetano Braun
O chimarrão como símbolo de identidade em “Amargo”
A música “Amargo”, de Jayme Caetano Braun, destaca como o chimarrão vai além de uma simples bebida e se torna um símbolo profundo da identidade e da memória do povo gaúcho. No verso “Tem o feitio da coxilha / Por onde o guasca domina”, Braun associa o formato do porongo ao relevo das coxilhas, mostrando que até os objetos do cotidiano carregam a paisagem e a história local. O chimarrão aparece como um elo entre gerações, representando tradição, convivência e as lembranças ancestrais do Rio Grande do Sul.
A letra traz imagens que remetem ao passado e aos rituais dos gaúchos, como em “Vejo tropilhas de um pelo / Selvagens em atropelo / Entreverados na orgia / Dos passes de bruxaria / Quando o feiticeiro inculto / Rezava o primeiro culto / Da pampeana liturgia!”. Braun mistura cenas de festas, disputas e rituais, mostrando o mate como testemunha silenciosa da história do pampa. A expressão “sangue verde do meu pago” reforça o chimarrão como essência vital da terra e do povo, enquanto o desejo de “expirar entre a fumaça / Do meu chimarrão querido” revela o quanto essa tradição está presente até o fim da vida do gaúcho. Assim, “Amargo” celebra o mate como um ritual de pertencimento, resistência e continuidade cultural, conectando passado, presente e futuro do Rio Grande do Sul.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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