
Chimarrão e poesia
Jayme Caetano Braun
Tradição e identidade gaúcha em “Chimarrão e poesia”
A música “Chimarrão e poesia”, de Jayme Caetano Braun, destaca como o ritual do chimarrão vai além do simples hábito de beber uma infusão, tornando-se um símbolo de ligação entre o indivíduo, seus ancestrais e a terra gaúcha. Braun utiliza a figura do “payador missioneiro” junto ao braseiro para representar a continuidade de uma tradição carregada de história e sabedoria, como mostra o verso “Sentindo o peso da carga / Que algum ancestral comanda”. Ao longo de sua carreira, Braun sempre buscou valorizar essa conexão entre o cotidiano e a identidade cultural do Rio Grande do Sul, tratando o chimarrão como uma verdadeira “liturgia” diária.
A letra também faz um percurso pela história da poesia, citando desde figuras bíblicas como Adão até bardos, menestréis e grandes nomes da literatura ocidental e brasileira, como Camões, Castro Alves, Bilac e Gonçalves Dias. Braun ressalta que a poesia é um patrimônio coletivo, mas faz questão de destacar os poetas regionais do sul, como Balbino, Juca Ruivo e Aureliano, que representam a voz autêntica do povo gaúcho. No trecho final, ao mencionar o vento como “suspiros da Jussara / Chamando o índio Sepé”, Braun une natureza, memória indígena e sentimento de pertencimento, reforçando que tanto a poesia quanto o chimarrão são heranças vivas, presentes no cotidiano e na paisagem do sul. Assim, a música celebra a cultura gaúcha com leveza e respeito à tradição, características marcantes da obra de Braun.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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