
Galo de Rinha
Jayme Caetano Braun
Coragem e identidade gaúcha em “Galo de Rinha”
Em “Galo de Rinha”, Jayme Caetano Braun utiliza a figura do galo de briga como uma metáfora direta para o gaúcho, destacando a coragem e a resistência características do povo sul-rio-grandense. O galo, símbolo de bravura, é apresentado como alguém que “luta frente a frente, sem recuar”, refletindo o espírito combativo e a altivez do homem do campo. Braun reforça essa ligação ao chamar o animal de “Valente galo de rinha / Guasca vestido de penas!”, aproximando ainda mais o galo do gaúcho, ambos marcados pela disposição de enfrentar desafios sem hesitar.
A letra aprofunda essa comparação ao mostrar que tanto o galo quanto o gaúcho enfrentam as adversidades “frente a frente, peito nu”, sem medo e sem se render, mesmo diante da morte. O trecho “E a diferença que sinto / É que o guasca, bem ou mal! / Só luta por um ideal / E tu brigas por instinto!” destaca a distinção entre a luta instintiva do animal e a luta por valores do gaúcho, valorizando a nobreza do homem do campo. Nos versos finais, o sofrimento compartilhado entre o narrador e o galo expressa resignação diante do destino, mas também a recusa em se entregar: “Que se alguém dobrar-me a espinha / Há de ser depois de morto!”. Assim, Braun transforma o galo de rinha em um símbolo da alma gaúcha, celebrando dignidade, resistência e a luta até o fim.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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