
Mateando
Jayme Caetano Braun
Solidão e tradição no ritual do chimarrão em “Mateando”
Em “Mateando”, Jayme Caetano Braun explora como o ritual de tomar chimarrão se torna um refúgio diante da solidão, especialmente na velhice. Logo no início, o ato de “matear solito” não é apenas um hábito, mas uma forma de lidar com a ausência de pessoas queridas e de reviver lembranças de amores e momentos passados. O chimarrão, além de símbolo de hospitalidade, aparece como um elo com o passado e com a cultura gaúcha, ganhando ainda mais significado quando a solidão se faz presente.
A letra traz metáforas do universo rural para expressar sentimentos como a saudade, descrita como “essa punilha que vai nos roendo o carnal” e “caruncho infernal que fura até coronilha”. Essas imagens simples e diretas mostram a dor constante da lembrança e da perda, reforçando o tom nostálgico da música. O verso “Como dói lembrar o ninho que o tempo levou na enchente” fala sobre a destruição de laços pelo tempo, mas também sobre a permanência de uma “semente de tristeza e de amargura”. Mesmo assim, o mate segue como último “munício”, representando resistência e esperança. No final, Braun pede que “no céu me guarde um santo parceiro pra um mate amargo”, mostrando que o desejo de companhia e partilha permanece, mesmo diante da solidão e do fim da vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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