
Alma Pampa
Jayme Caetano Braun
A identidade mestiça do pampa em “Alma Pampa” de Jayme Caetano Braun
Em “Alma Pampa”, Jayme Caetano Braun apresenta a milonga como algo além de um simples gênero musical: ela é retratada como uma entidade viva, nascida da natureza e da mistura de culturas do pampa. Braun utiliza imagens como “o teu murmúrio de sanga” e “o canto de um sorsal de topete Colorado” para mostrar que a milonga surge dos sons e do ambiente natural da região, quase como se tivesse origens místicas. Ele personifica a milonga, atribuindo-lhe uma ancestralidade que atravessa fronteiras e incorpora elementos brasileiros, castelhanos, espanhóis e lusitanos, como fica claro nos versos: “Brasileira, castelhana, milonga ronco de mate / Tu nasceste do embate da velha saga pampeana”.
A letra destaca a ausência de fronteiras culturais no pampa, simbolizada pelo verso “Porque o vento analfabeto fala em todos idiomas”. Essa imagem reforça a ideia de que a experiência pampeana é universal, compartilhada por todos que vivem na região, independentemente da nacionalidade. Elementos do cotidiano rural, como a lança, a adaga e a vaca mansa, aparecem para mostrar a ligação profunda entre o homem e a terra, representando tanto a luta quanto a ternura do dia a dia campeiro. No final, Braun resume a identidade do pampa como uma “linda mistura da nobre estirpe campeira”, ressaltando que tanto a milonga quanto o povo do pampa são frutos de uma herança mestiça e resistente, que une passado, presente e futuro “nas primas e nas bordonas do garrão do continente”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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