
Coruja do Campo
Jayme Caetano Braun
A empatia pelos marginalizados em "Coruja do Campo"
Em "Coruja do Campo", Jayme Caetano Braun ressignifica a imagem da coruja, tradicionalmente vista como símbolo de mau agouro no folclore gaúcho, para abordar temas de preconceito e exclusão. A música utiliza a figura da "china esquisita do campo" para ilustrar o isolamento e o estigma enfrentados por quem é considerado diferente ou azarado, assim como a própria coruja, descrita como "leprosa, do pago, mal encarada e temida". O tom melancólico da letra reforça a solidão não só da ave, mas também dos homens simples e esquecidos do campo, os "sem fortuna que dormem nos cemitérios".
O contexto folclórico é fundamental para entender a profundidade da canção. Braun faz referência a lendas regionais, como a do curandeiro charrua e da mulher transformada em bruxa, ambas associadas à coruja e ao mistério das noites gaúchas. Isso aparece nos versos: "Dizem uns, que és o fantasma, do curandeiro charrua" e "Há, porém, outros que dizem, velha bruxa de rapina". Ao longo da música, o narrador revela uma transformação: de alguém que temia e hostilizava a coruja na infância, passa a vê-la como "amiga dos gaudérios" e confidente dos desamparados. O verso final, "nós todos somos corujas", resume a mensagem de empatia, mostrando que todos podem se sentir marginalizados e solitários, mas também capazes de resistir às adversidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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