
Cusco Baio
Jayme Caetano Braun
A amizade e a dor em "Cusco Baio" de Jayme Caetano Braun
A música "Cusco Baio", de Jayme Caetano Braun, retrata de forma sensível a relação entre o homem do campo e seu cachorro, indo além da utilidade prática para destacar uma amizade marcada por lealdade e afeto. Inspirado pela cultura campeira do Rio Grande do Sul, Braun transforma o cachorro baio em símbolo dos "deserdados da sorte", mostrando que compaixão e acolhimento são valores essenciais na vida rural. O momento em que o narrador encontra o cusquinho quase congelado pela geada e o acolhe representa não só o resgate do animal, mas também o reconhecimento de uma dor compartilhada, como nos versos: “Parece que está sabendo / Que estava junto de alguém / Que conhecia também / As mágoas de andar sofrendo”.
A letra acompanha o crescimento do cachorro, que passa de abandonado a parceiro inseparável nas tarefas do campo, aprendendo e se tornando útil, mas, acima de tudo, permanecendo um amigo fiel. O trecho “É o afeto permanente / Refletido com ternura / Naquela estranha doçura / Com que o cusco olha pra gente” destaca a ternura presente no olhar do animal, algo reconhecido por quem vive no campo. No final da música, quando o cachorro é mordido por um animal raivoso e precisa ser sacrificado, o conflito entre razão e sentimento fica evidente: o dono não aceita matar o amigo, pois “só vejo amizade / Nos olhos do meu cachorro”. Essa passagem reforça o valor da amizade e da empatia, temas centrais na obra de Braun e na tradição gaúcha.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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