
Porque Guri Não Sesteia
Jayme Caetano Braun
Infância e liberdade em “Porque Guri Não Sesteia” de Jayme Caetano Braun
A música “Porque Guri Não Sesteia”, de Jayme Caetano Braun, retrata com sensibilidade a energia e a inquietação das crianças no ambiente rural gaúcho durante a sesta, o tradicional descanso após o almoço. Enquanto tudo ao redor repousa — dos animais à peonada, das “chinas na cozinha” às “velhas figueiras” —, o “piazedo” (grupo de meninos) permanece ativo, explorando a natureza e se entregando às “artes sem fim”. Esse contraste entre o descanso dos adultos e a vivacidade dos meninos destaca não só as diferentes fases da vida, mas também simboliza a liberdade e a curiosidade típicas da infância.
A letra é marcada por termos regionais como “sanga”, “camoatim” e “piazedo”, reforçando a autenticidade e o apego à cultura gaúcha, característica central da obra de Jayme Caetano Braun. O trecho “Enquanto o guri de fora / Criado no desamor / Numa infância de rigor / Só foi guri nessa hora” mostra que, para alguns, a infância foi difícil, e os momentos de brincadeira durante a sesta eram raros e preciosos. Nos versos finais, o narrador adulto reflete com nostalgia sobre o passado: “Hoje afinal, eu compreendo / Porque guri não sesteia”. Assim, a música vai além de retratar um costume rural, celebrando a infância como um tempo de resistência à monotonia e de busca por liberdade, mesmo diante das adversidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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