
Quizera Ter Sido
Jayme Caetano Braun
Identidade gaúcha e memória em “Quizera Ter Sido”
“Quizera Ter Sido”, de Jayme Caetano Braun, expressa um forte desejo de pertencimento ao passado mítico e heroico do Rio Grande do Sul. A música vai além da nostalgia, criando uma conexão afetiva com as raízes históricas e lendárias da região. Ao citar figuras como os “centauros andantes” e o “feiticeiro charrua”, Braun resgata elementos da cultura indígena e missioneira, destacando a importância dessas tradições na formação da identidade gaúcha. Trechos como “quisera ser o tombo do primeiro sobrelombo” e “quisera ter sido o ronco da cordeona mau domada” mostram o anseio de ter vivido momentos marcantes da cultura campeira, como lutas, festas e desafios do cotidiano rural.
A letra ganha força ao mencionar personagens lendários, como o índio Blau e as “sete provas dos feitiços do Jaráu”, referências diretas a lendas regionais e à mística do pampa. Braun usa essas imagens para demonstrar não só saudade, mas também respeito e admiração por um tempo em que coragem, magia e tradição se misturavam. Nos versos finais, como “quisera ser a clavada de luz coloreando o sangue / no matambre do infinito / quando prenderam o grito e amanheceu o Rio Grande”, o autor expressa o desejo de ter presenciado momentos decisivos da história gaúcha, reforçando o orgulho e o sentimento de pertencimento regional. Assim, a música se torna um tributo à memória coletiva e à riqueza cultural do povo gaúcho, valorizando suas lendas, símbolos e heróis.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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