
Virgulino Lampião, Deputado Federá
Jessier Quirino
Crítica social e ironia em “Virgulino Lampião, Deputado Federá”
Em “Virgulino Lampião, Deputado Federá”, Jessier Quirino utiliza a figura histórica de Lampião, líder do cangaço, para fazer uma crítica direta à corrupção e à política brasileira. Ao transformar Lampião em um deputado federal, o autor faz uma provocação irônica: sugere que, diante da corrupção institucionalizada, até mesmo um cangaceiro teria mais senso de justiça do que muitos políticos atuais. Isso fica evidente em versos como “Tamo chêi dessa bostice / De promessa e eleição / Dos que vem de vez em quanto / Se rindo, estendeno a mão”, que expressam o cansaço do povo nordestino com promessas vazias e a exploração política.
O uso de expressões regionais e neologismos, como “prisídio”, “matuticídio” e “enveigada”, reforça a identidade cultural nordestina e aproxima o discurso do cotidiano popular, tornando a crítica mais acessível e contundente. O poema faz um paralelo entre o cangaço e a política, sugerindo que o “código dos cangaceiros” seria mais honesto do que o dos políticos. A sátira aparece em ameaças bem-humoradas, como “cortar língua de quem mente” e “quebrar três ou quatro dente / Dos Deputado risão”, escancarando a insatisfação popular e ironizando a impunidade dos poderosos. Ao criar o fictício “Partido dos Cangaceiro” e assinar como “Virgulino Lampião, Deputado Federá”, Quirino exalta a resistência e a criatividade do povo nordestino diante das adversidades políticas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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