
Paisagem de Interior
Jessier Quirino
Retrato autêntico do sertão em “Paisagem de Interior”
Em “Paisagem de Interior”, Jessier Quirino constrói um retrato fiel do sertão nordestino ao repetir a expressão “isso é cagado e cuspido” ao final de cada estrofe. Essa frase funciona como um selo de autenticidade, reforçando que cada cena apresentada é um reflexo direto da realidade local. A música utiliza uma linguagem coloquial e imagens marcantes para apresentar personagens típicos, como o “matuto no meio da pista”, o “preto véio rezador” e o “vaqueiro aboiador”. Situações do cotidiano, como “menino chorando nu”, “bodega com sortimento” e “buchuda sentindo dor com o filho quase parido”, ajudam a criar uma atmosfera que mistura humor, simplicidade e forte identidade cultural.
Jessier Quirino valoriza a oralidade e o olhar atento para detalhes do dia a dia, como o “lençol voando estendido”, o “tabuleiro de cocada” e o “chiado de porteira”. O uso de gírias e expressões regionais, como “morcegando um caminhão” e “bêbo lascano a canela”, aproxima o ouvinte da vivência interiorana, tornando a experiência mais envolvente. Além disso, ao retratar cenas como “caminhão de eleitor com os voto tudo vendido” e “facada na gafieira”, o artista insere críticas sociais sutis, mostrando que o humor e a poesia também servem para denunciar e celebrar a vida no interior. Assim, a música convida o público a enxergar a beleza, a dureza e a autenticidade do sertão, presentes na memória e na cultura nordestina.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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