
Agruras da Lata D'água
Jessier Quirino
Resiliência e humor em "Agruras da Lata D'água" de Jessier Quirino
Em "Agruras da Lata D'água", Jessier Quirino utiliza a personificação da lata d’água para abordar, com humor e sensibilidade, as dificuldades e a criatividade presentes no cotidiano sertanejo. Ao dar voz e sentimentos ao objeto, o artista destaca não só o valor dos utensílios simples, mas também faz uma crítica sutil à necessidade de adaptação constante diante das adversidades. O verso “E eu que fui enjeitada / Só porque era furada” evidencia a ideia de rejeição e reaproveitamento, mostrando como tanto objetos quanto pessoas são obrigados a se reinventar para sobreviver no sertão.
A trajetória da lata, que vai de carregar água a servir de cocho para porcos, medir cimento e assar castanhas, simboliza a resiliência e a versatilidade do povo nordestino. O humor aparece em trechos como “Lá vem o fundo pra boca, / Lá vai o pau para o fundo. / Que trocado mais sem graça / Na frente de todo mundo”, onde o duplo sentido e a exposição pública da lata ilustram situações constrangedoras tratadas com naturalidade e improviso. O uso de expressões regionais e neologismos reforça a autenticidade da fala popular nordestina, valorizando a oralidade e a cultura local. No final, a lata encara seu destino com esperança: “Talvez eu seja uma bica / Pela próxima invernada”, transmitindo a persistência e a expectativa de dias melhores, características marcantes da vida no sertão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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