
Cantares
Joan Manuel Serrat
Reflexão sobre liberdade e passagem do tempo em “Cantares”
Em “Cantares”, Joan Manuel Serrat une sua sensibilidade à poesia de Antonio Machado para refletir sobre a vida e o papel das escolhas individuais. O verso “Caminante, no hay camino, se hace camino al andar” (“Viajante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar”) destaca que cada pessoa constrói seu próprio percurso, rejeitando a ideia de um destino fixo e reforçando a responsabilidade de cada um diante da própria existência.
A canção adota um tom sereno e contemplativo, especialmente ao afirmar: “Nunca perseguí la gloria / Ni dejar en la memoria / De los hombres, mi canción” (“Nunca busquei a glória / Nem deixar na memória / Dos homens, minha canção”). Serrat valoriza a beleza dos momentos passageiros, usando imagens como “pompas de jabón” (bolhas de sabão) e “estelas en la mar” (rastros na água) para mostrar que tudo é transitório. O contexto de censura vivido por Serrat na época também dá à música um tom de resistência, celebrando a liberdade de cada um para trilhar seu próprio caminho, mesmo diante das dificuldades.
Ao incorporar versos de Machado e mencionar sua morte no exílio, Serrat presta homenagem ao poeta e a todos que enfrentam rupturas e afastamentos. O refrão “Golpe a golpe, verso a verso” (“Golpe a golpe, verso a verso”) reforça que a vida é construída aos poucos, em cada ação e palavra, e que o verdadeiro sentido está no próprio ato de seguir em frente, não em conquistas grandiosas ou memórias eternas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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