
Avião das Nove
João Bosco
Despedida e dignidade em "Avião das Nove" de João Bosco
Em "Avião das Nove", João Bosco interpreta uma letra que utiliza a partida do avião como símbolo do fim de um relacionamento. O horário do voo, aparentemente banal, ganha peso emocional ao marcar o momento exato da separação. Escrita por Benedito Seviero e José Rico, a canção destaca a dignidade do protagonista diante da dor, especialmente quando ele afirma: “porém juro por Deus que não quero piedade”.
A música aborda a aceitação amarga do abandono, evidenciada em versos como “Levo comigo deste amor desfeito, solidão, despeito e cruel desgosto”. O gesto de apertar a mão antes da despedida mostra o esforço para manter a compostura, mesmo sofrendo. Ao pedir que a pessoa amada não chore, dizendo “Deixe que eu choro sozinho a dor dos espinhos que a vida tem”, o eu lírico revela o desejo de preservar sua dignidade e evitar constrangimentos, assumindo sozinho o peso da tristeza. Inserida no contexto sertanejo, tradicionalmente marcado por temas de desilusão amorosa, "Avião das Nove" se destaca como um retrato sensível e direto do fim de um amor, valorizando a força e a resignação diante da perda.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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