
Agnus Sei
João Bosco
Crítica à opressão religiosa e social em “Agnus Sei”
O título “Agnus Sei”, de João Bosco, faz um trocadilho com “Agnus Dei” (Cordeiro de Deus), já indicando uma crítica à forma como pessoas podem ser colocadas no papel de vítimas ou sacrifícios em sistemas opressores. A letra utiliza referências religiosas e históricas, como as Cruzadas e a Inquisição, para mostrar a hipocrisia de quem impõe sua fé ou moralidade pela força. Por exemplo, em “Vão levar ao reino dos minaretes / A paz na ponta dos arietes / A conversão para os infiéis”, a música ironiza a ideia de levar paz por meio da violência, questionando a justificativa de atrocidades em nome de causas consideradas nobres.
A frase “ovelha negra me desgarrei” destaca o isolamento de quem desafia normas impostas, enquanto “O meu pastor não sabe que eu sei / Da arma oculta na sua mão” revela a desconfiança diante de líderes religiosos ou morais, sugerindo que há perigos escondidos sob a aparência de autoridade. O verso “à nudez sem véus diante da Santa-Inquisição” fala sobre a exposição e o julgamento severo dos que não se encaixam nas regras, mas também sobre a coragem de ser autêntico, mesmo sob risco. Por fim, “O tempo vence toda a ilusão” reforça a ideia de que estruturas de poder e falsas verdades são passageiras, trazendo um tom reflexivo sobre opressão e a busca por liberdade individual.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de João Bosco e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: