
Bernardo, o Eremita
João Bosco
Solidão e resistência em “Bernardo, o Eremita” de João Bosco
“Bernardo, o Eremita”, de João Bosco, retrata a solidão e a luta pela sobrevivência de alguém que vive isolado nos manguezais. A letra utiliza expressões como “chora-maré” e “canta-maré” para mostrar a conexão do protagonista com os ciclos naturais, sugerindo que sua única companhia são os elementos do próprio mangue. A presença do “goiamum” (caranguejo típico da região) e a referência à “Sexta da Paixão” aproximam a narrativa tanto do ambiente físico quanto de um simbolismo de sofrimento e sacrifício, já que a Sexta-feira Santa é tradicionalmente associada à dor e à solidão.
O título faz alusão a São Bernardo, o Eremita, reforçando o tema do isolamento, seja ele voluntário ou imposto. A letra questiona de forma direta: “Eh, mas tu tá com quem? Vai contar pra quem?”, evidenciando a ausência de laços sociais e o abandono. Versos como “Quando engrossar, quem vai lembrar de te socorrer?” e “Quando tu morrer entre limo e sal, só vão comentar: é o tal que quis sobreviver” apontam para a indiferença da sociedade diante da luta solitária do personagem. Assim, a música constrói uma narrativa sobre resistência, marginalidade e a busca por dignidade, usando o mangue como metáfora para a vida à margem e a sobrevivência em condições adversas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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