
Das marés
João Bosco
Reflexões sobre impermanência e esperança em “Das marés”
A música “Das marés”, de João Bosco, utiliza o movimento das marés como uma metáfora clara para as oscilações emocionais e existenciais da vida. Logo no início, a dúvida expressa em “o que vem depois do arrebol” revela a incerteza diante do futuro, enquanto referências à nostalgia do sol e à tristeza sem fim reforçam a ideia de que os sentimentos humanos são cíclicos e imprevisíveis, assim como as marés. O verso “Já molhei os meus olhos no sal / Tal as dores em tudo o que vi” associa o sal das lágrimas à imagem do mar, mostrando como as emoções podem se acumular e transbordar mesmo sem uma tempestade, como em “criei poças sem temporal”.
João Bosco costuma recorrer à natureza para expressar emoções humanas, e nesta canção, a maré baixa representa momentos de vulnerabilidade e introspecção. No entanto, a música vai além da melancolia. O trecho “Eis aqui / Deus do amanhã / Força maior que a vontade e a fé” sugere uma esperança que ultrapassa o controle individual, indicando que a vida é feita de altos e baixos inevitáveis. O refrão final traz uma mensagem otimista: “Felicidade é coisa pra gente criar”, mostrando que, apesar das dores, é possível transformar o olhar e encontrar beleza até mesmo nas lágrimas, embaladas pelo som da guitarra que “chora de amar”. “Das marés” convida a uma reflexão serena sobre a impermanência e a capacidade de ressignificar as próprias emoções.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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