
E Então, Que Quereis...?
João Bosco
Reflexão sobre resistência e lucidez em “E Então, Que Quereis...?”
“E Então, Que Quereis...?”, de João Bosco, parte de um poema russo de 1927 para abordar questões sociais e políticas que continuam atuais. A música utiliza metáforas marítimas, como em “O mar da história / É agitado”, para mostrar que os desafios coletivos são constantes e exigem enfrentamento. A imagem da quilha cortando as ondas, presente tanto no poema original de Maiakóvski quanto na versão de João Bosco, simboliza a resistência e a coragem diante das adversidades históricas.
A letra também transmite uma postura de sobriedade diante das dificuldades, sem cair no desespero ou na euforia. O trecho “Não estamos alegres, / É certo, / Mas também por que razão / Haveríamos de ficar tristes?” revela uma consciência madura, que reconhece os problemas sem se deixar dominar por eles. Já o início da música, “Fiz ranger as folhas de jornal / Abrindo-lhes as pálpebras piscantes”, conecta o cotidiano à tensão global, sugerindo que as notícias e conflitos do mundo afetam até mesmo a vida íntima. Ao adaptar o poema de Maiakóvski, João Bosco preserva a força das imagens e reforça a mensagem de que, mesmo diante de ameaças e guerras, é possível atravessar as tempestades históricas com determinação e lucidez.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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