
Parati
João Bosco
Ironia e cotidiano brasileiro em “Parati” de João Bosco
Em “Parati”, João Bosco utiliza a ironia para abordar temas como violência urbana, relações amorosas e elementos da cultura popular brasileira. Logo no início, a frase “só morreu no conflito, morena, um pacifista local” destaca o absurdo da violência cotidiana, mostrando que até quem busca a paz pode se tornar vítima. O uso de nomes comuns como Etelvina e Claudinor aproxima a narrativa do dia a dia do brasileiro, tornando os personagens facilmente reconhecíveis.
O título “Parati” pode ser interpretado de duas formas: como referência à cidade histórica de Paraty ou como um trocadilho com “para ti” (para você), ampliando o sentido da canção. Elementos como “farofa amarela” e “alguidar” remetem à cultura popular e à religiosidade afro-brasileira, já que o alguidar é um recipiente usado em rituais. Ao dizer “só não come a farofa amarela, morena, do teu alguidar”, Bosco pode estar sugerindo evitar algo perigoso ou ironizando superstições. O tom coloquial e irônico se mantém ao longo da música, inclusive ao tratar de temas sérios, como em “cada um tem a própria receita, morena, pra combater a desgraça”, mostrando diferentes formas de lidar com as dificuldades. No final, a frase “nosso romance, morena, tá mais azul que equimose” brinca com a ideia de um relacionamento marcado por conflitos, usando o humor para tratar de situações dolorosas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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