
Violeta de Belford Roxo
João Bosco
Cotidiano e fantasia em “Violeta de Belford Roxo” de João Bosco
“Violeta de Belford Roxo”, de João Bosco, destaca-se por unir o cotidiano do subúrbio carioca a elementos de realismo mágico, criando uma narrativa que mistura o sagrado e o profano de forma leve e bem-humorada. A protagonista, Violeta, é uma jovem comum de Belford Roxo que realiza milagres como curar cegos, surdos e aleijados, além de dar à luz de maneira misteriosa. O trecho “Um dia um menino cego / Tocou Violeta e viu / E depois o surdo ouviu / Chagas sumiram / Curou-se o coxo” mostra como a canção transforma acontecimentos extraordinários em uma crônica suburbana, com humor e lirismo característicos da parceria entre João Bosco e Aldir Blanc.
O nascimento do “bebê de vitral” durante o carnaval, sem que Violeta tenha “jamais provado o leito nupcial”, reforça o clima de milagre e ironia, ao mesmo tempo em que faz uma crítica sutil aos julgamentos sociais e à religiosidade popular. O nome do bebê, Juvenal, que também é o nome de um sargento local, brinca com a ideia de paternidade e fofoca de bairro, aproximando o extraordinário do cotidiano. Assim, a música celebra a fantasia, a fé e o dia a dia do subúrbio, mantendo um olhar crítico e afetuoso sobre a cultura popular brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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