
Fantasia
João Bosco
Carnaval e máscaras sociais em “Fantasia” de João Bosco
Em “Fantasia”, João Bosco usa o carnaval como metáfora para as máscaras sociais que as pessoas continuam a usar mesmo depois da festa. O verso “fantasia é um troço que o cara tira no carnaval e usa nos outros dias por toda a vida” expõe, de forma direta e irônica, a crítica à superficialidade das relações do dia a dia. Mesmo após o fim da folia, as pessoas mantêm aparências e formalidades, como no cumprimento automático “Olá! Como vai?”. O cenário da quarta-feira de cinzas, com “os garis dando um jeito em nossa moral”, reforça a ideia de que, depois do excesso e da liberdade do carnaval, a sociedade tenta restaurar a ordem, mas as máscaras permanecem.
A menção ao Pierrot, personagem melancólico do carnaval, aprofunda o tom introspectivo da música. Quando Bosco canta “Doido, eu danço de Pierrot, triste, morrendo em meu amor, ria”, ele associa a tristeza e a solidão do personagem à sensação de inadequação diante das convenções sociais. O trecho “O nó da gravata apertando o pescoço, olhando o fundo do poço e rindo de mim” mostra o desconforto e a pressão de se encaixar em padrões, enquanto a risada final sugere uma ironia resignada diante dessa situação. Assim, “Fantasia” convida à reflexão sobre autenticidade e a dificuldade de se libertar das máscaras impostas pelo convívio social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de João Bosco e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: