
Miss Sueter
João Bosco
Ironia e afeto nas pequenas vitórias em “Miss Sueter”
Em “Miss Sueter”, João Bosco constrói uma personagem marcada pela ironia e pelo olhar sensível sobre o cotidiano. A protagonista, uma ex-atriz de TV que agora trabalha como escriturária do INPS, é apresentada com detalhes que misturam glamour e artificialidade, como "falsas louras", "sobrancelha feita a lápis" e "perfume da Coty". Esses elementos não idealizam a personagem, mas destacam uma beleza comum e acessível, sugerindo também uma certa melancolia por trás do brilho passageiro do título de "Miss Sueter". O fascínio do narrador por essas mulheres "que um homem não esquece" traz uma admiração irônica, característica da parceria entre João Bosco e Aldir Blanc, que sempre retrataram o cotidiano brasileiro com humor e sensibilidade.
A música ganha profundidade ao mostrar a emoção da protagonista na noite da vitória, quando ela dedica o título à mãe e reconhece os sacrifícios feitos para chegar até ali. O verso "Nem sempre a minha vida foi tão bela / Mas o que passou, passou" revela o desejo de superar dificuldades e valorizar aquele momento, mesmo que o concurso de "Miss Sueter" seja um evento modesto. O retrato com cetro e coroa, guardado com a dedicatória "Pra que os olhos relembrem / Quando o teu coração infiel esquecer", reforça a ideia de que a glória é passageira e que é preciso preservar pequenas conquistas diante das frustrações da vida. Assim, a canção equilibra leveza, ironia e afeto ao retratar as vitórias discretas e os sonhos possíveis de pessoas comuns.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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