
O Bêbado e a Equilibrista
João Bosco
Resistência e esperança em “O Bêbado e a Equilibrista”
Em “O Bêbado e a Equilibrista”, João Bosco utiliza referências marcantes para retratar o contexto social e político do Brasil durante a Ditadura Militar. Logo no início, a menção a Carlitos, personagem de Charles Chaplin, aparece no verso “o bêbado trajando luto”, que vai além do humor: representa o povo brasileiro, que enfrenta a repressão com tristeza, mas também com uma dose de irreverência. As imagens da “lua tal qual a dona do bordel” e das “nuvens lá no mata-borrão do céu” reforçam o clima de incerteza e melancolia, mostrando um país que busca esperança em meio à escuridão.
A música faz referências diretas a figuras e acontecimentos reais. O trecho “Que sonha com a volta do irmão do Henfil / Com tanta gente que partiu / Num rabo de foguete” fala do exílio de Betinho, irmão do cartunista Henfil, e da saudade dos que foram obrigados a deixar o país. Já “Choram Marias e Clarisses” homenageia Maria, filha de Manuel Fiel Filho, e Clarisse Herzog, esposa de Vladimir Herzog, ambos mortos pelo regime militar, ampliando o sentimento de luto coletivo. Apesar da dor, a canção traz uma mensagem de resistência: “A esperança dança / Na corda bamba de sombrinha” transforma a equilibrista em símbolo da esperança que persiste, mesmo diante do risco. A interpretação de Elis Regina ajudou a consolidar a música como um símbolo da luta pela liberdade e pela democracia no Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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