
Plataforma
João Bosco
Crítica à mercantilização do Carnaval em “Plataforma”
Em “Plataforma”, João Bosco, em parceria com Aldir Blanc, faz uma crítica clara à transformação do Carnaval em um evento comercial e controlado. Ao recusar elementos como “corda no meu bloco” e “carro-chefe”, a música rejeita a imposição de limites físicos e simbólicos, como as cordas que separam foliões e os carros alegóricos que centralizam a atenção. Esses símbolos representam a mercantilização e a perda da espontaneidade da festa popular, mostrando o incômodo dos autores com a organização excessiva e a exclusão de quem não pode pagar para participar.
A letra também destaca a resistência e a busca por autenticidade. Nos versos “Não sou candidato a nada / Meu negócio é madrugada” e “meu peito é do contra”, o compositor se posiciona contra as expectativas sociais e políticas, defendendo um Carnaval livre de slogans, lemas e julgamentos. Isso fica ainda mais claro em “Por um bloco / Sem bandeira ou fingimento”, onde o desejo é por uma celebração genuína, sem artificialidades. Ao propor “um bloco que aumente o movimento / Que sacuda e arrebente / O cordão de isolamento”, a música convoca à quebra de barreiras e à retomada do espírito livre e coletivo do Carnaval, rejeitando qualquer forma de isolamento ou exclusão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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