
Galos de Briga
João Bosco
Resistência e coragem em "Galos de Briga" de João Bosco
"Galos de Briga", de João Bosco, utiliza a metáfora dos galos para criticar de forma sutil a repressão e exaltar a resistência durante a ditadura militar no Brasil. A cor vermelha aparece repetidamente na letra, em expressões como “cristas de incêndio”, “cristas de fogo de espadas” e “crismadas em rubro”, simbolizando coragem, enfrentamento e também o sangue derramado nas lutas políticas do período. A música diferencia o vermelho combativo do vermelho passivo, rejeitando imagens como “rubro rosa assustada, de rosa estufa, canteiro” e valorizando “rubro vinho maduro” e “rubro capa, bandarilha”, que remetem à maturidade, ao desafio e ao confronto direto. Essas referências se conectam à tradição ibérica do fado e das touradas, reforçadas pelo arranjo musical e pelo uso da guitarra portuguesa.
A letra constrói um clima de tensão e bravura, deixando claro que o vermelho citado não é “o rubrancor da vergonha”, mas sim “os rubros de ataduras, o rubro das brigas duras dos galos de fogo puro”. Isso destaca as feridas e cicatrizes da resistência, mostrando a pureza do enfrentamento diante da opressão. Ao mencionar “rubro gengivas de ódio antes das manchas do muro”, a canção sugere um momento anterior à repressão explícita, com energia e indignação que antecedem a luta. Dessa forma, "Galos de Briga" se consolida como um hino à coragem coletiva e à persistência diante das adversidades, usando imagens marcantes e referências culturais para transmitir sua mensagem de resistência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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