
O Ronco da Cuíca
João Bosco
Fome e resistência social em “O Ronco da Cuíca” de João Bosco
Em “O Ronco da Cuíca”, João Bosco aborda de forma direta a diferença entre fome e raiva, destacando que a fome é uma necessidade urgente, impossível de ser ignorada ou contida. O trecho “A raiva dá pra parar, pra interromper / A fome não dá pra interromper” deixa claro que, enquanto a raiva pode ser controlada, a fome exige uma resposta imediata. Essa distinção serve como ponto de partida para discutir a realidade das classes populares brasileiras, para quem a fome é uma presença constante e inescapável.
A cuíca, instrumento de origem africana e símbolo do samba, é usada como metáfora central na música. Seu som, descrito como “ronco”, representa tanto a fome quanto a raiva do povo diante das injustiças sociais: “Roncou de raiva a cuíca, roncou de fome”. Ao afirmar “A fome tem que ter raiva pra interromper”, Bosco sugere que só a indignação coletiva pode romper o ciclo de pobreza. O verso “Alguém mandou / Mandou parar a cuíca / É coisa dos home” faz referência à repressão das autoridades, ironizando a tentativa de silenciar a voz popular. No final, “Vai ter que roncar” reforça a ideia de resistência: enquanto houver fome e injustiça, a cuíca — e, por extensão, o povo — não pode ser calada.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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