
Almirante Negro (Versão Sem Censura)
João Bosco
Resistência e memória em “Almirante Negro (Versão Sem Censura)”
A versão "Almirante Negro (Versão Sem Censura)", de João Bosco, resgata os termos originais da canção para prestar uma homenagem direta a João Cândido e à luta dos marinheiros negros contra a opressão. A ditadura militar havia censurado palavras como "marinheiro" e "negros", tentando apagar a referência à Revolta da Chibata. Ao restaurar versos como “Rubras cascatas jorravam das costas / Dos negros pelas pontas das chibatas”, a música denuncia de forma clara a violência sofrida pelos marinheiros e reafirma a importância de lembrar esse episódio histórico.
A letra mistura fatos históricos e elementos poéticos para exaltar a coragem dos oprimidos. O verso “Tinha a dignidade de um mestre-sala” compara João Cândido à figura central do carnaval, destacando sua liderança e orgulho. A menção à saudação de “mocinhas francesas, jovens polacas e por batalhões de mulatas” mostra a admiração popular e a diversidade do povo que reconheceu o feito dos revoltosos. Ao celebrar “todas as lutas inglórias / Que através da nossa história / Não esquecemos jamais”, a canção amplia o tributo a todos que resistiram à injustiça, mesmo sem reconhecimento oficial. O trecho final, “Que tem por monumento / As pedras pisadas do cais”, evidencia a falta de homenagens formais a João Cândido, mas reforça que sua memória segue viva no cotidiano e na história popular.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de João Bosco e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: