
Revólver na mão de macaco
João Carreiro
Não marco horário no meu calendário
Sou meu empresário no sistema louco
Que Deus me defenda da minha agenda
Que sempre emenda um feriado no outro
Pra ficar de folga e moer nas cordas
Dou minhas manobras e a vida que rola
Não vejo inguiço porque eu gosto disso
E o meu compromisso é com a Viola
Aroeira sai lasca no soco
Cada pipoco é um cavaco
Sertanejo que não tem Viola
É revólver na mão de macaco
O meu som é pesado e vem
Lá das bandas do meu sertão
Quando eu bato no aço eu faço um regaço
E o meu balaço tem direção
Moda metaleira de língua estrangeira
Não vai na peneira das coisas da roça
Não é uma desfeita, nem acho mal feita
Mas minha receita é só coisa nossa
O sistema bagual do jeito rural
Afino corda e pau e a vida que rola
Defendo meu ofício sem nenhum suplício
Pois meu compromisso é com a Viola
Aroeira sai lasca no soco
Cada pipoco é um cavaco
Sertanejo que não tem Viola
É revólver na mão de macaco
O meu som é pesado e vem
Lá das bandas do meu sertão
Quando eu bato no aço eu faço um regaço
E o meu balaço tem direção



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