Deu Meia Noite Na Calunga
João Caveira
Rituais e respeito espiritual em “Deu Meia Noite Na Calunga”
“Deu Meia Noite Na Calunga”, de João Caveira, explora o universo das religiões afro-brasileiras ao destacar o cemitério (“calunga”) como espaço sagrado onde, à meia-noite, as barreiras entre vivos e mortos se tornam mais frágeis. A presença de João Caveira no cruzeiro do cemitério simboliza seu papel de guardião e intermediário entre os dois mundos. A letra enfatiza sua seriedade: “João caveira é homem sério / E não de brincadeira”, alertando para a necessidade de respeito nos rituais e na relação com as entidades espirituais.
A canção faz referência a práticas tradicionais da Umbanda e Quimbanda, como os “pontos riscados” desenhados em folhas de bananeira, usados para invocar e firmar a presença das entidades. Também menciona a oferenda de pipoca, ligada a Omolu, orixá associado à cura e purificação. Ao citar “Ordenança de atotô e também de omolu” e “Saravando com pipoca / Pra suas chagas curar”, a música conecta João Caveira à energia curadora de Omolu, mostrando-o como guardião e agente de cura espiritual. O refrão “Sarava João caveira / Guardião de todas almas / Ele é Exu Odara e nele posso confiar” reforça a confiança e o respeito dedicados a essa entidade, celebrando sua função protetora e benevolente nas tradições afro-brasileiras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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