
Trem da Querência
João Chagas Leite
Memória e identidade gaúcha em “Trem da Querência”
A música “Trem da Querência”, de João Chagas Leite, retrata o trem como um símbolo marcante de pertencimento e identidade para o povo gaúcho. O termo “querência”, presente no título e fundamental na cultura do Rio Grande do Sul, reforça a ligação afetiva com o lugar de origem. O trem, mais do que um meio de transporte, é apresentado como um elo entre pessoas, memórias e tradições regionais. Trechos como “Carregando o meu Rio Grande / Naqueles grandes vagões” e “No coração do Rio Grande / Central de Santa Maria / Quando o trem chegava ali / Quanta festa se fazia!” mostram como o trem unia diferentes regiões e promovia encontros e celebrações comunitárias.
A letra também valoriza a simplicidade do cotidiano do interior, destacando cenas como “Jornal, revista, baralho / Prosa alegre e mate quente / E o vagão do restaurante / Servindo bois pra gente”. Esses versos criam uma atmosfera acolhedora, onde o convívio e as pequenas alegrias do dia a dia são valorizados. O tom nostálgico se intensifica ao abordar o fim do trem: “Eu não sei se foi ganância / Ou o tropeço da ciência / Que colocou em desuso / O nosso trem da querência”. João Chagas Leite faz uma crítica à modernização que, ao buscar o progresso, acabou deixando de lado tradições que formavam a identidade regional. Assim, a música se transforma em um tributo à memória coletiva e à saudade de um tempo em que o trem era sinônimo de encontro, pertencimento e emoção para o povo gaúcho.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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