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Cabide de Molambo

João da Baiana

Letra

    Meu Deus, eu ando com o sapato furado
    Tenho a mania de andar engravatado
    A minha cama é um pedaço de esteira
    E uma lata velha me serve de cadeira

    Minha camisa foi encontrada na praia
    A gravata foi achada na Ilha da Sapucaia
    Meu terno branco parece casca de alho
    Foi a deixa de cadáver num acidente do trabalho

    O meu chapéu foi de um pobre surdo e mudo
    As botina foi de um velho, da Revorta de Canudo
    Quando eu saio a passeio, as damas ficam falando
    Trabalhei tanto na vida, o malandro tá gozando

    A refeição é que é interessante
    Na tendinha do Tinoco, no pedir eu sou constante
    O Português, meu amigo sem orgulho
    Me sacode um caldo grosso, carregado no entulho

    Composição: Patrício Teixeira / João da Baiana. Essa informação está errada? Nos avise.
    Enviada por Daniel. Revisões por 3 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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